Versão 13 - onírica
Eu era a única menina da rua daquela casa detestável que era da casa do meu vô no interior. Portanto a única saída para a saída da sala de visitas chatas com uma cuia a tiracolo era a entrada da sala de livros. A sala de livros na verdade era a prateleira da cabeceira do meu quarto. Foi assim que tudo começou até chegar no dia em que eu, sem sono, li 223 páginas de um bom romance japonês contemporâneo e sonhei que era a melhor amiga da Amy Winehouse que me disse: que merda de mundo é esse? Todos lêem os mesmos livros e todos usam as mesmas palavras, e se masturbam escutando John Coltrane e assistindo a filmes do Pasolini. * E eu, como ela, estava morrendo de alguma coisa bizarra que me fazia desintegrar - lembro-me da minha preocupação em não poder usar chinelo porque tinha perdido alguns dedos dos pés.
* Haruki Murakami. Essa frase na verdade é dele. Dormi lendo seu livro.
é tudo o mesmo vácuo meeeeesmo!
ahahaha
bjos
Perfeito. Sintético. Forte. A-D-O-R-E-I.
“Todos lêem os mesmos livros e todos usam as mesmas palavras, e se masturbam escutando John Coltrane e assistindo a filmes do Pasolini.”
não sei, mas fica irresistível tocar uma ao ver, no filme teorema, do pasolini, aquela mãezona da família burguesa. agora com coltrane, a lógica não me corresponde.
Você parece oo tipinho mesmo que guarda uma versão do Ulisses com páginas grudadas, Giu gorilinha…
: )
eu nem te conto, van van van
ei, fiz um poema dedicado a você mas não consigo postá-lo no blogger porque a imagem fica errada. é um poema visual, e o hatml ou sei lá o que rejeita a configuração do poema.
bah! que droga!