velho secador

Versão 14 - bicho da cidade

Enviado em modernidade by Van Rodrigues em Julho 9th, 2008

Minha tia sempre morou na fazenda. Os filhos dela também. Meu vô foi um tropeiro em seu tempo de mocidade: atravessava o estado com seu mangueirão de porcos sob a voz de seu comando. Minha mãe lavava penicos e bacias esmaltadas com água e limão. Meu pai nasceu em casa e, dizem, sem parteira nem nada. Meu bisavô morreu espancado por um índio. E minha vó foi vó aos 30 e poucos. Meus tios fumaram cigarros de palha desde crianças. E meu pai caçava pequenos roedores perto da casa dele.

Eu escrevo nesse momento um romance infantil sobre vacas. E nunca passei a mão em uma delas. A grande questão é: a gente consegue pensar vivo aquilo que nunca tocamos?

4 Responses to 'Versão 14 - bicho da cidade'

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  1. Ka said, on Julho 10th, 2008 at 1:41 am

    Olha, nega… Pensar a gente até consegue. Só espero que seu livro não tenha qualquer comprometimento com a ciência, afinal, vacas vestidas de mulher-maravilha não são comuns no campo. rsrs

  2. ramiro said, on Julho 10th, 2008 at 5:10 am

    não tem jeito, é como o malária falando: “vamo fumar cocaína e cherar maconha”.
    hehe

  3. Giuliano said, on Julho 10th, 2008 at 7:29 am

    cacilda van
    tava dormindo, agoragorinha à tarde,
    e sonhei com você.
    a gente se abraçou e se despediu,
    eu desci a rua,
    tropecei nuns ferros de construção,
    xinguei os pedreiros,
    veio um negão correndo e me chutou
    e eu o matei.
    até o fim do sono eu era procurado pela polícia…

  4. Túlio said, on Julho 11th, 2008 at 3:07 am

    olha, eu já pensei estar nadando em dinheiro mas nunca toquei numa piscina de dólares.

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