
Achei que ia comentar o meu lado groove black que sacolejava vinte cinco vinte sete avos de minha pessoa naquele lugar onde eu calçaca (vestia?) meu par de meia-calças laranja ao som do funk (eu sou do funk) embaixo do quinteto de metais foooooda e um negão estiloso mezzo Toni Garrido mezzo Carlinhos Brown soltando um free style e eu e meu amor e meu amigo mano que freqüentava o syndicate skate bar aguentando as patricinhas que tomavam seu smirnoff ice com guardanapo de papel e brincos detestáveis e decotes indecorosos e seus namorados barra pegas fortinhos que estavam ali porque apenas estavam ali, mas mesmo assim ainda estavam mais ali do que a namoradinha do amigo do namoradinho meu que estava entediadamente sendo entendiante com seu cigarro cenográfico e suas meias fio 80 e sua cara blasè mas acho que vou falar que sou mesmo de Paris, como a Alice, do Em Paris, e fotografo sem ser fotógrafa e escrevo sem ser jornalista tomo chá de laranja e canela no bule do café perfumado ali de perto sem ser a Alice do lado de lá.
6 Comentários
15/07/2008 às 11:04 pm
syndicate, ôrra. lembro de um show do ratos de porão. entrando pela grade, sem pagar. malárias. ô, bons tempos. tinha até cabelo naquela época. hahaha
15/07/2008 às 11:13 pm
(não) sou do funk, mas ali, naquela hora eu tinha certeza: (aqui) sou do funk!
16/07/2008 às 6:29 am
van
estou gostando
dos seus escritos.
são muito batutas,
como diria a anica
16/07/2008 às 7:08 am
adoro gírias velhas, giu! batutas são os fregueses que voltam sempre!!!!
16/07/2008 às 9:15 am
neste mesmo, aparece aí?
18/07/2008 às 9:20 am
oi… não sei o que te dizer. rs
beijo