
Minha leitura da graphic novel Retalhos, de Craig Thompson, está sendo terapêutica. Linda a história, comovente, com um fluxo narrativo ótimo, arte muito boa, enfim, recomendo. Mas, além das qualidades estéticas, essa leitura veio em boa hora. Acredito em catarse. Mas do que isso, sei a catarse. Minha empatia natural me permite sempre me por no papel desse outro que me conta as coisas. Mas em Retalhos é diferente, o esforço é quase pra não me ver ali. Minha história é muito parecido com a do Craig, mesmo com todas as diferenças…
E veio em boa hora. Minha convivência comigo mesma não tem sido muito fácil. Às vezes acho que fiz as piores escolhas, em outros momentos amo tudo que faço. Mas o que mais tem me incomodado mesmo é que na verdade, com tanta coisa pra fazer, fica um pouquinho de abandono em cada uma e, como tudo é uma só vida, que não se divide em pequenas caixas, o vazio cresce. E me vejo alternando claustrofobia e agorafobia.
Mas. Ok. Amanhã vou fazer uma super-hiper-mega massagem ayurvédica. Os demônios escaparão pelos poros. Hare Baba! Hare Krishna!
1 Comentário
07/10/2009 às 11:41 pm
Primeiro, que bela ilustração. Segundo, o que você escreveu (às vezes acho que fiz as piores escolhas, em outros momentos amo tudo que faço) acontece como todo mundo mesmo ou só eu pirei? rs
sorte na massagem