Ou manual para sobreviver ao derredores da Praça da Espanha
Em tempos de globalização, uma leve saidinha pelos arredores dos metros quadrados mais valorizados da nossa querida cidade pode ser uma grata ou ingrata surpresa.
As mentes provincianas de nossa querida capital trevisanesca ainda não estão preparadas para as mudanças de comportamento que um epíteto como soho exige.
Listo então alguns parcos conhecimentos que obtive pela experiências dos longos docs que degustei no café com meus amigos artistas.

1. Não espere ser atendido. Porque você não vai a um estabelecimento desses para consumir. Consumo, ainda mais de uma coisa baixa como alimentação e bebida, é completamente out of fashion.
2. Não ria. Nem chore. Não expresse sentimento algum. Blasé é ainda a postura mais valorizada nas grandes metrópoles. Você não deve se interessar por ninguém. E ninguém por você.
3. Sempre seja tendência. Mas não exagere. A medida é dar um toque pessoal às últimas dicas trends de cartilhas como a Vogue (de preferência, as importadas).
4. Adquira um aparelho eletrônico com wi-fi. Ter o que fazer no mundo virtual facilitará sua cara de paisagem.
5. Arranje logo um merchand. Ou continue com a mesada de seu pai. Mas é preciso que você tenha uma ocupação pouco ortodoxa que te renda algum respeito. Nada de trabalho, mas não seja playboy. Demodé.
Vanessa… huhuhu… Não devo comentar nada, pois corro o perigo de entregar alguma referência…
Só vou comentar q fui ao Franszszs Café na semana passada e tava rolando uma promoção “cujo” prêmio era uma viagem pra Buenos Aires com acompanhante… Só que, pra ganhar, tinha que responder a pergunta: por que vc valoriza um centro comercial como Batel Soho? Aí o Filippo não quis me ajudar e eu não pude participar… =/
Até pensei em te ligar pra pedir um help… Mas pelo jeito foi melhor não…
Tenho altas paradas pra falar, falar e falar… Se vc me ligar, juro q paro de não ler o que vc me manda ler!
Sordades!
que lugar massa… obrigado pelas dicas, com elas espero melhorar minha convivencia no batel soho. adoro a praca da espanha.
hahaha é que, se comer, não vai dar para entrar nos modelitos 34 da batel soho. aí se explica tudo. fome=cara feia, apatia, não há força nem para falar…etc etc. mas faltava mesmo esse manual de etiqueta sohoniano.
agora entendi por que me as pessoas me olhavam com aquela cara. ou melhor, não me olhavam.
Ajuda no carão se vc fizer aquela expressão de “acabei de perder um vôo pra (insira aqui um local descolê da sua preferência)…
não podemos culpá-los por serem vítimas do ambiente, né, pessoal…
Ficou sabendo que o Alto da XV vai mudar de nome para Alto do Soho? Rs